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Open Insurance avança no Brasil seguindo a trilha do Open Finance

O compartilhamento regulado de dados de seguros começa a operar e promete reorganizar a forma como o produto é distribuído.

Camila Ramos

Repórter

Open Insurance é o equivalente do Open Finance pro mercado de seguros. A premissa é a mesma: o cliente passa a controlar quem acessa seus dados e pode portar histórico de uma seguradora pra outra com fluidez. O Brasil começou a implantação e os primeiros efeitos aparecem.

O que muda na prática

Cliente que tem seguro auto numa seguradora pode, com poucos cliques, compartilhar histórico de sinistros e perfil de risco com uma concorrente. A nova seguradora avalia, oferece cotação personalizada, eventualmente fecha negócio.

O efeito esperado é redução da assimetria de informação que sustentou margem alta no setor. Quando o cliente compara e troca com facilidade, a taxa fica mais alinhada ao risco real.

A camada técnica

Open Insurance roda sobre APIs padronizadas, fiscalizadas pela SUSEP. Cada seguradora autorizada participa do ecossistema, com regras claras sobre quais dados podem ser compartilhados e em quais condições.

A integração técnica é parecida com a do Open Finance. Cliente autoriza, fluxo padronizado de consentimento, dados trafegam entre instituições com criptografia e auditoria.

Os obstáculos

Adoção pelo consumidor final é o maior desafio. Pesquisas mostram que a maioria nem sabe que pode comparar seguro digitalmente. Educação leva tempo.

Cooperação entre seguradoras é outra fricção. Algumas resistem a abrir dados que historicamente eram trincheira competitiva. A regulação obriga, mas o ritmo varia.

O que vem

A próxima fase do Open Insurance brasileiro deve abrir produtos. Seguro de vida, residencial, viagem, equipamentos. Cada categoria entra com sua dinâmica própria.

Em paralelo, insurtechs vão construir produtos nativos da plataforma. Marketplaces de seguros, gestão de carteira diversificada, recomendações personalizadas via análise de perfil. O conceito sai do regulatório e vira produto.

Pra setor brasileiro de seguros, é momento de redefinição. Quem entender Open Insurance como obrigação burocrática vai perder. Quem entender como reformatação do canal de distribuição vai ganhar.

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